WONDERLAND: MILEY CYRUS CONFIRMA NOVO ÁLBUM PARA ESTE ANO, 2026!
- admin

- 25 de jul.
- 15 min de leitura
Atualizado: 27 de jul.
Miley Cyrus é capa, recheio, entrevista E editora da nova edição de verão da revista Wonderland, que estará disponível na gringa nesta segunda-feira (27). Para a nova publicação, Cyrus fala sobre suas músicas novas e antigas, vida pessoal, covers, projetos futuros e confirma que seu novo álbum deve ser lançado ainda em 2026, e terá uma pegada pop-rock estilo PH e uma espécie de continuação do Something Beautiful. Ah, ela agora é da gravadora Atlantic Records!!!
Que conselho você dá pra artistas que estão vivendo uma ascensão à fama agora? Como continuar fiel a si mesmo no meio de toda essa atenção?
“A internet pode ser uma das maiores ferramentas que você tem e uma das formas mais rápidas de se perder. É um lugar incrível para se conectar diretamente com os fãs e compartilhar seu trabalho nos seus próprios termos. Mas também lhe dá acesso a opiniões sem filtro. Continue fazendo a arte que é verdadeira para você, e não deixe o barulho ficar mais alto que o seu coração.”
Para a Wonderland Magazine, Miley veste o casaco Cocoon em canvas preto da Saint Laurent avaliado em R$74.000,00:

Miley também usa joia Tiffany & Co no valor de $6.800,00:

A edição foi editada pela própria Miley. Ela foi convidada para curar e supervisionar o conteúdo específico da sua revista, em vez da equipe editorial regular da Wonderland gerenciá-la completamente.
Com essa entrevista, podemos quase confirmar o rumor de que MC lançará música nova em torno de agosto - mês que vem!
RUMORES: Em tempo, ainda circulam outros rumores sobre o próximo álbum, desde descartes pedidos pelos fãs sendo parte da tracklist, até faixa com a banda Nine Inch Nails e clipes já estarem gravados e um novo Backyard Sessions. Perfis como o ATRL inclusive afirmam que Miley Cyrus mudou TODA a sua equipe de gerenciamento de carreira após o álbum “Something Beautiful”:
“O álbum é muito parecido com um Something Beautiful mais otimista. Como pop progressivo com algumas influências de eletrônica e dance. O primeiro single não está longe e também receberemos uma notícia de mudança de carreira antes disso.”
Já de acordo com o Pop Thingz, o novo álbum de Miley também tem uma vibe de teatro sombrio e andrógino de Grace Jones, a sensualidade rítmica de Donna Summer com um toque de empoderamento de Gloria Gaynor e a guitarra distorcida do rock dos anos 70/80:
“O pop nunca foi tão vanguardista quanto com Cyrus.”
Ps.: Iremos atualizar o post assim que a entrevista completa sair, com sua tradução na íntegra.
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ATUALIZAÇÃO 27/07: Confira o ensaio fotográfico e a tradução da entrevista de Miley Cyrus para a Wonderland Magazine - na íntegra - abaixo:
MILEY POR MARIO
O status de Miley Cyrus como um dos ícones mais duradouros de sua geração foi ainda mais consolidado com as comemorações do 20º aniversário de *Hannah Montana*, em março. Agora, enquanto se prepara para uma nova fase, ela convida uma de suas próprias heroínas culturais — Daryl Hannah, estrela de *Blade Runner* e *Kill Bill* — para falar sobre essa nova etapa pela primeira vez.

Miley veste SAINT LAURENT.
“Nós compartilhamos um nome”, diz a atriz Daryl Hannah a Miley Cyrus. De fato — como foi celebrado em março deste ano —, em 2006, por meio de *Hannah Montana*, Miley conferiu uma identidade pop-cultural totalmente nova ao sobrenome de seis letras de Daryl; foi a primeira vez que tal sobrenome alcançou uma relevância comparável àquela conquistada pela própria Daryl duas décadas e meia antes.
Tendo se tornado uma lenda do cinema em alguns dos filmes mais emblemáticos da década de 1980 (*Blade Runner*, *Splash*, *Wall Street* — para citar apenas alguns), a lista das primeiras contribuições culturais de Daryl representa, por si só, um impacto equivalente a uma vida inteira de realizações para a maioria dos artistas. O mesmo pode ser dito de Miley que, aos 18 anos — após protagonizar o maior fenômeno televisivo global da virada do milênio —, poderia ter se aposentado da vida pública e, ainda assim, sido aclamada como uma heroína cultural que já havia feito mais do que o suficiente.
No entanto, como está mais do que documentado, a história de Miley estava apenas em seus capítulos iniciais quando Hannah apareceu em sua última cena no Disney Channel, em 2011. O álbum de estreia de Miley em 2007, *Meet Miley Cyrus*, acendeu a chama do que se tornou uma trajetória contínua de 19 anos e nove álbuns como uma das principais artistas internacionais de sua geração. Um ícone da cultura pop que, assim como muitos dos grandes nomes que a antecederam, demonstra um potencial infinito de evolução. Seja na rebeldia típica da transição para a vida adulta em *Bangerz* (2013), na mudança de rumo ousada e sem amarras de *Miley Cyrus & Her Dead Petz* (2015) — com suas 23 faixas —, ou no empoderamento pós-decepção amorosa de "Flowers" (2023), suas facetas camaleônicas sempre foram marcadas por uma coragem inabalável. Uma energia punk, tenacidade e uma autenticidade sem remorsos sustentaram muitos de seus pontos altos musicais, enquanto a humanidade da artista, em sua essência, permanecia sempre em destaque.
Hoje em dia, com 20 anos de estrelato já na bagagem, Miley é, em muitos aspectos, uma artista de legado: parte integrante da cultura pop, indissociável dos hábitos de consumo musical, modas, tendências e conversas que surgiram ao seu redor. Mas, por outro lado, aos 33 anos, seus sonhos ainda estão ganhando forma e clareza. Por exemplo, a The Miley Cyrus Foundation (criada inicialmente em 2014 como Happy Hippie Foundation), que apoia a comunidade LGBTQ e pessoas em situação de rua, ainda está em seus estágios iniciais. A estrela de *terrazzo* de Miley na Calçada da Fama de Hollywood ainda ostenta o brilho de sua instalação recente, após ter sido concedida a ela em maio. E não faz nem dois anos e meio que, vestindo aquele icônico vestido de miçangas do acervo de Bob Mackie, Miley declarou "Acabei de ganhar meu primeiro Grammy" no palco, durante a apresentação da própria música "Flowers" que lhe rendeu o prêmio.
Aquele mesmo palco pode logo chamá-la novamente, já que seu décimo álbum — ainda não anunciado no momento em que este texto é escrito — pode estar prestes a chegar ao público antes do retorno da cerimônia. Ela enviou três faixas a Daryl nos dias que antecederam a conversa, parte de um trabalho que surgiu de um processo "singularmente fluido", comparado a qualquer outro que ela já tenha vivenciado. Isso talvez simbolize a clareza que vem de duas décadas de carreira e, como ela também explica, a percepção retrospectiva de que houve momentos, ao longo do caminho, em que poderia ter sido mais gentil consigo mesma. Suas novas músicas também são fruto de uma nova fase de felicidade pessoal: no final de 2025, foi anunciado que Miley estava noiva de Maxx Morando, baterista da banda Liily.
Embora o amor possa estar entrelaçado aos temas do décimo álbum de Miley Cyrus, foi uma afeição e afinidade criativas — que vão muito além da coincidência de compartilharem o mesmo nome — que levaram Miley a escolher Daryl como a primeira pessoa com quem discutiria o projeto publicamente. Antes de ter legiões de fãs em todo o mundo, a própria Miley era fã de Daryl — atriz, diretora e ativista ambiental natural de Chicago. "Eu te amo há uma vida inteira, de verdade", diz Miley. E acrescenta: "Adoraria que trabalhássemos juntas um dia. Acho que criaríamos algo realmente especial". Certa vez, uma sonhadora corajosa que levava uma vida dupla cantou: "A vida é o que você faz dela"; e, como a história registra, assim como sua contraparte fictícia da infância, Miley Cyrus demonstrou, mais do que a maioria, um talento especial para transformar seus próprios sonhos em realidade.
Daryl Hannah: Este disco será repleto de canções de amor?
Miley Cyrus: Este álbum é uma história de amor, mas histórias de amor nunca são unidimensionais. Elas sempre têm várias camadas. Definitivamente, existe um fio condutor romântico percorrendo o álbum porque, como todos os meus discos, ele é um reflexo do momento em que estou na minha vida. Mas este parece especialmente significativo, pois esse sentimento me acompanhou ao longo de várias fases. É algo que eu realmente não tinha vivenciado antes. Um tipo de amor sereno tornou-se um tema recorrente nos meus últimos três discos. Não apenas o amor que compartilho com outra pessoa, mas o amor que encontrei por mim mesma. Essa provavelmente foi a maior evolução. Quando a sua relação consigo mesma muda, todas as relações ao seu redor também mudam. Acho que este disco celebra ambos de igual forma.
DH: O que o amor significa para você?
MC: O amor é dinâmico e complexo. É algo que podemos sentir profundamente com o coração, mesmo que nem sempre consigamos explicá-lo com a mente. Para mim, o amor não é algo que precisamos intelectualizar. É uma compreensão que vem das células.
DH: Notei que os músicos que tocam nas suas novas canções também participam da composição, incluindo o seu noivo, Maxx. Parabéns, aliás. Foi muito gentil encontrar vocês dois brevemente no Oscar.
MC: Obrigada. Nós adoramos conhecer você e o seu marido, Neil Young. O Maxx ainda fala sobre como ele era o cara mais legal nos bastidores, comendo uma laranja. A musicalidade, a composição e a narrativa através da música são elementos fundamentais na construção dessas canções. Para mim, uma música não é apenas acordes, melodia e letra. É um sentimento. Não é algo certo ou errado, como uma resposta. Está viva. Ela quase se torna uma pequena entidade própria que lhe diz do que precisa, se você estiver ouvindo. Adoro fazer discos com pessoas que não se apegam excessivamente às suas ideias. Todos estão ali porque se entusiasmam com a mesma coisa. Não há ego na sala quando o trabalho flui bem. Apenas curiosidade. É muito especial estar cercada por pessoas que querem surpreender umas às outras e que se sentem à vontade para descartar uma ideia ou desenvolvê-la ainda mais.
DH: Qual é a sua parte favorita de fazer música – compor, gravar, colaborar ou se apresentar ao vivo?
MC: Eu amo sentir que estou em sintonia com o meu propósito, o meu poder e os meus dons. Sinto-me mais próxima de algo maior do que eu mesma quando as músicas fluem através de mim. É quase impossível descrever. É como acordar de um sonho que você ainda sente no corpo, embora não consiga explicá-lo totalmente de forma lógica. Às vezes, compor parece uma travessia para um outro lado. Uma música nova pode dar a sensação de que eu já a ouvi antes. Mesmo que ela ainda não esteja pronta, de alguma forma eu sei exatamente o que ela é; é quase como se eu estivesse me lembrando dela, em vez de criá-la. Esse é o mistério que eu amo.
DH: Como é o seu processo de composição?
MC: Normalmente, tenho muita certeza do destino, e às vezes isso pode quase anular a jornada, porque fico muito focada em chegar a algum lugar. Desta vez foi diferente. Foi algo orgânico e realmente natural. Algo que ajudou muito desta vez foi ter começado pela ordem das faixas e nunca ter me desviado dela. Eu sabia que seriam 10 músicas. Tinha uma noção geral da sonoridade e do conceito. Isso me deu um norte muito claro, sem tornar o processo forçado.
DH: Como funciona a colaboração quando você tem uma visão tão específica?
MC: Confiei que a visão se revelaria por si só, em vez de tentar controlar cada detalhe desde o primeiro dia. À medida que cada música ganhava forma, o universo ao redor dela também surgia. Visualmente, cheguei a passar parte do comando criativo para o Alastair McKimm — foi assim, inclusive, que esta edição nasceu. Mas, mesmo antes de gravar o álbum, eu já sabia algumas coisas. Sabia que a cor seria vermelho. Sabia que usaria um chapéu de couro. Sabia qual seria a estética das imagens. A colaboração é como uma dança: você precisa saber quando conduzir e quando acompanhar. Adoro trazer pessoas em quem confio, porque elas pegam uma ideia minha e a tornam realidade. Cada um traz sua própria perspectiva, e é isso que torna o trabalho mais rico e dinâmico.
DH: O que você acha dos discos de 45 e 78 rotações?
MC: Há algo de realmente belo naquela imagem borrada de um disco de 78 rotações girando. Naturalmente, penso nos álbuns divididos em lados, pois o vinil sempre foi uma parte muito importante da experiência para mim. Com o vinil, você cria um compromisso com o álbum. Adoro ver o retorno dos discos; a música nem sempre precisa ser consumida o mais rápido possível, como acontece no streaming.
DH: Qual era a ideia por trás das suas apresentações no Chateau [Marmont, em 2023 e 2025]?
MC: Eu queria voltar a amar as apresentações ao vivo e lembrar a mim mesma de que não precisa ser sobre tocar para a maior multidão possível. Pode ser simplesmente sobre conexão. Às vezes, quando a carreira cresce, a produção também aumenta, e você pode acabar se afastando, sem querer, do motivo pelo qual começou. A alegria vem da troca, não do número.
DH: Como foi se apresentar lá?
MC: Eu amo arquitetura e história, e o Chateau é uma parte tão icônica de Los Angeles. Também fica perto de casa, então me sinto segura e protegida lá. Havia algo reconfortante nisso. Foi um lugar lindo para redescobrir a experiência de se apresentar de uma forma que parecia estar totalmente sob meu controle — algo muito difícil quando se está em turnê numa escala enorme. Isso me lembrou que a intimidade pode, às vezes, parecer ainda mais poderosa do que o espetáculo.
DH: Lembro-me de ver você cantar uma balada há mais de uma década e ficar paralisada pela sua voz. A sensibilidade, a emoção e a vulnerabilidade eram impressionantes. Você é muito talentosa.
MC: Isso significa muito para mim. Eu te admirei a vida toda. Não apenas pelo seu trabalho profissional; sua contribuição para o mundo também sempre me inspirou. Você sempre representou alguém que cria com compaixão, e isso é algo que admiro tanto quanto o talento.
DH: Como você recarrega as energias?
MC: Meus animais são uma fonte de pura alegria. Ser a "mamãe" deles me traz muito isso. Embora eu esteja constantemente me dedicando a eles, de alguma forma recebo ainda mais em troca. Há algo tão descomplicado no amor deles. Eles me mantêm presente.
DH: Você tem animais resgatados? Cavalos?
MC: De tudo um pouco. Cavalos, uma tartaruga, um coelho, pássaros, gatos, cachorros, peixes... Existe aquela frase: "Quem resgatou quem?", e é exatamente assim que me sinto. Posso até cuidar deles, mas eles cuidam de mim na mesma medida.
DH: Você tem alguma rotina específica que estimule sua criatividade?
MC: Estar perto de pessoas criativas, porque isso é contagiante. É quase como uma inveja boa da mente do outro. Adoro conviver com poetas, escritores, artistas, pintores, diretores, fotógrafos: pessoas que veem o mundo de uma maneira diferente da minha. Elas plantam pequenas sementes na minha mente que crescem e se tornam a minha própria floresta de pensamentos. A criatividade gera criatividade. Ela se multiplica quando é compartilhada.
DH: Sempre considerei os 33 anos um marco. É a idade que se acredita que Jesus tinha quando morreu. Você já teve uma carreira longa e incomum. Há algo que gostaria de ter feito de forma diferente?
MC: Ter pegado mais leve comigo mesma. Eu era tão jovem e, às vezes, acreditava que as ideias que os outros tinham a meu respeito eram as minhas próprias. A gente passa tanto tempo ouvindo quem deveria ser que pode acabar perdendo a própria voz por um tempo, sem querer. Ao longo da minha evolução, encontrei muito mais capacidade de perdoar e mais suavidade. Hoje consigo rir de algumas das loucuras que fiz. Adoro aqueles tempos mais intensos. Deixei para trás parte daquela espontaneidade e, de vez em quando, até sinto falta dela. Eu não tinha medo naquela época; era como uma criança descendo uma ladeira de bicicleta, sem nunca ter caído e, por isso, nem sequer cogitando a possibilidade de se machucar. Há algo de belo nesse tipo de inocência. Com o tempo, a vida nos ensina sobre as consequências, e isso também é valioso. Mas aqueles anos foram eletrizantes. Sou grata por tê-los vivido e por ter conseguido atravessá-los.
DH: Que palavras de sabedoria você pode compartilhar com os jovens que estão passando por essa fase de transição, muitas vezes desafiadora?
MC: Gentileza: ofereça isso a si mesmo. Seja gentil consigo mesmo. Seja bondoso. Conecte-se com o presente. Aproveite cada segundo da juventude, pois ela é linda demais. Um dia, você sentirá falta de aspectos de si mesma que provavelmente está tentando mudar agora.
DH: O aniversário de 20 anos de *Hannah Montana* lhe trouxe alguma perspectiva inesperada?
MC: Relembrar aqueles episódios foi emocionante. Rever a série me lembrou que fazer as pessoas rirem não é algo que eu "interpreto"; faz parte da minha natureza. Ser brincalhona, fazer piadas, encontrar a leveza... É quem eu sou. Em momentos difíceis, isso se tornou um dos meus maiores superpoderes. Eu amo fazer as pessoas se sentirem mais leves. Olhar para trás me deixou orgulhosa. Trabalhei muito duro, mas também me diverti demais.
DH: Veremos você novamente nas telas como atriz ou por trás das câmeras como diretora?
MC: Bem... É em parte por isso que eu queria entrar em contato. Eu adoraria, de verdade, fazer as duas coisas. Meu sonho sempre foi trabalhar com artistas que admiro, e você é uma delas. Acho que faríamos mágica juntas, Daryl. Tenho uma ideia. Me liga.
DH: Parece que muitas crianças se interessam pela fama, mas não estão necessariamente empenhadas em criar. Isso pode ser revertido?
MC: Acho que existe um tempo para tudo. Neste momento, vivemos em uma cultura que recompensa o que é rápido e fácil. Todo mundo quer o resultado, mas não acho que isso satisfaça a alma por muito tempo. A arte que você ama de verdade te nutre de uma forma que os aplausos jamais conseguiriam. Acho que as pessoas sempre acabarão voltando a esse caminho, porque é da natureza humana querer criar algo que dure.
DH: Quando você tinha 16 anos, disse: "Agora é a hora de nos prepararmos... Precisamos praticar um pouco antes de salvar o mundo". Você ainda quer salvar o mundo?
MC: Não sozinha. Eu costumava colocar uma pressão enorme sobre mim mesma para usar minha plataforma para "salvar" o mundo e, com o tempo, percebi que não é bem assim que a mudança acontece. A mudança acontece quando todos fazem a sua parte. Dedico-me a cuidar da minha própria conduta e a usar o palco onde estou para tornar a compaixão algo inspirador, porque a motivação é contagiosa. Hoje em dia, há tanto julgamento que acho que as pessoas têm medo de se envolver, a menos que saibam exatamente a coisa certa a dizer ou fazer. Mas não acredito realmente que exista uma única maneira certa. Faça o que estiver ao seu alcance.
DH: Tenho muito respeito pelo trabalho da Happy Hippie Foundation. Houve algo específico que a levou a focar em jovens em situação de rua e jovens LGBTQ+?
MC: A situação de rua está ao nosso redor. Vivendo em Los Angeles, é impossível não vê-la. Todos os dias, esta cidade me lembra de que ainda há muito trabalho a ser feito. Apoiar jovens LGBTQ também vem da minha própria identificação e de eu mesma fazer parte dessa comunidade. Às vezes, as pessoas precisam de recursos; às vezes, de comunidade; e, às vezes, apenas de alguém que as lembre de que pertencem a algum lugar. Todos merecem isso.
DH: Quais planos e esperanças você tem para a Fundação?
MC: Ainda somos jovens, com grandes sonhos. Minha maior esperança é honrar minha mãe e minha avó por meio do trabalho que realizamos. No momento, estamos focados no Downtown Women’s Center, em Los Angeles, onde minha mãe e eu ajudamos a liderar uma grande reformulação dos espaços. Nós os renovamos com móveis novos que proporcionam dignidade e conforto às milhares de pessoas que utilizam o centro todos os anos. Quero ajudar a criar um lar, um lugar com alma. Não apenas suprir necessidades básicas, mas oferecer espaços bonitos que lembrem as pessoas de que elas são dignas de coisas belas.
DH: Você acha que sua voz nas redes sociais pode ser uma ferramenta útil para o seu trabalho altruísta?
MC: Acho que sim, mas tento equilibrar isso de forma responsável. Também acredito que posso oferecer às pessoas uma válvula de escape para o peso do dia a dia, e não quero perder isso. Por isso, tento manter minhas iniciativas sob o guarda-chuva da Fundação, ao mesmo tempo em que preservo minha plataforma pessoal como um espaço onde as pessoas podem se unir por meio da música, do humor, da moda e da criatividade. Há tantos lugares exigindo que as pessoas escolham um lado. Espero que minha música possa lembrar as pessoas daquilo que temos em comum.
DH: Você parece muito encantada com a criatividade, a fantasia e a arte do mundo da moda. Você se imagina trabalhando com moda no futuro?
MC: A música é o meu mundo e, no momento, não tenho realmente interesse em criar um negócio de moda. Adoro colaborar com estilistas e emprestar minha imagem a marcas que admiro genuinamente e que consigo representar de forma autêntica.
DH: Você acha que a moda pode ser ética hoje em dia?
MC: Para ser sincera, essa é uma grande razão pela qual eu não teria minha própria linha; em grande escala, não tenho certeza se isso é possível. Adoro peças vintage e reduzi bastante o uso de peças feitas sob medida, porque usar algo criado exclusivamente para mim, uma única vez, pode parecer desperdício. A verdade é que esse mundo se move mais rápido do que consigo acompanhar. Mesmo que eu tivesse a solução perfeita, não tenho certeza se as empresas a adotariam, pois provavelmente não geraria tanto lucro para elas.
DH: Você escolheu ser a editora convidada desta edição da *Wonderland*. O que você mais gostou no processo?
MC: Trabalhar ao lado de pessoas que amo e acompanhar uma ideia do início ao fim. Ninguém fez isso por obrigação; foi algo totalmente impulsionado pelo desejo e pela inspiração. Também adorei poder apoiar artistas que admiro. Estar cercada por pessoas gentis enquanto crio imagens lindas é o cenário dos sonhos.
DH: Obrigado por me convidar para entrevistá-la. O que a levou a fazer esse convite?
MC: Sempre senti uma conexão intuitiva com você, da mesma forma que mencionei ao falar sobre composição musical — aquele tipo de sintonia que não dá para explicar muito bem. Espero que um dia estejamos lado a lado diante das lentes, criando algo de que ambas nos orgulhemos. Até lá, este pareceu o ponto de partida perfeito. Obrigada, Daryl.
EDIÇÃO DE VERÃO DE 2026 DA *WONDERLAND*, COM MILEY CYRUS COMO EDITORA CONVIDADA, JÁ DISPONÍVEL.
Fotografia: Mario Sorrenti
Diretor Criativo e Styling: Alastair McKimm
Texto: Andrew Wright
Cabelo: Bob Recine
Maquiagem: Diane Kendal
Cenografia: Philipp Haemmerle
Produtora Executiva: Dana Brockman
Produtora: Max Bonbrest
Casting: Alexandra Antonova para Samuel Ellis Scheinman
Técnico de Iluminação: Lars Beaulieu
1º Assistente de Fotografia: Kotaro Kawashima
Assistentes de Fotografia: Paolo Afante, Kurt Mangum
Técnico Digital: Charles Meyer
Assistentes de Moda: Taylor Wood, Kassidy Taylor
Assistente de Cabelo: Jeelan Aleem
Assistentes de Maquiagem: Eduardo Jiminez, Breanna Harmon
Assistentes de Cenografia: Oscar Haemmerle, Xavier Mozejewski
Assistente de Produção: Din Morris
27 de julho de 2026
Cultura e Moda
Via: Wonderland.com




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