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NOSSA RESENHA: MILEY LANÇA “BASS PERSUADES”, SEU DÉCIMO ÁLBUM DE ESTÚDIO, DE SUA CARREIRA DE VINTE ANOS

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admin
há 6 horas
5 min de leitura

Pausa nas notícias:


Miley está rápida, muito rápida em 2026! São 20 anos de carreira, e esse marco definitivamente NÃO é para qualquer uma. Principalmente no mundo Pop. Com certeza Miley precisou ter bolas imaginárias para lidar com a indústria musical, e isso é reconhecido por todos que acompanham sua carreira. Não dá para negar, e ela fez esse trabalho na Cultura Pop com maestria. E hoje, dia 18 de setembro, foi lançado seu décimo álbum de estúdio, o “Bass Persuades” - primeiro com a gravadora Atlantic Records da Warner (depois de tantos anos vinculada a Sony Music). Mais um grande presente de Miley, que apesar de falar até demais às vezes (em vários sentidos e assuntos 🗣️), está perceptivelmente com sangue nos olhos e pedindo justiça pelo seu álbum antecessor, o belíssimo e inesquecível “Something Beautiful”. Neste novo trabalho, “Bass Persuades”, podemos notar ainda mais maturidade e um apelo bem refinado e direcionado para o público +30 da fanbase, que gosta de Pop e Cultura Pop. Sempre trabalhando com diferentes sons, Miley domina a voz em sua transição para esta fase da carreira, com a proposta de um som cru e bem atual (até mesmo para sua vida pessoal), trazendo um álbum que, apesar de nitidamente não ser para todos, acerta em cheio na coesão do início ao fim, da sonoridade até as composições, e novamente com a elegância ímpar de seus últimos lançamentos.

Resolvi escrever, em mais esta era, minhas primeiras e breves impressões - persuadida com o baixo nas alturas:


Favoritas: Orbit e Redlights/ Different Religion.

Destaques: BP e Snow/ Smile.


Bass Persuades - Carro chefe do disco homônimo, talvez a faixa mais comercial e radio friendly do álbum, e dá para entender muito bem porque foi escolhida como primeiro single. Tem uma mistura perfeita de Miley com ar de Britney Spears, Michael Jackson, Madonna, Lady Gaga (conforme comentamos no post do lançamento do vídeo clipe), e eu terei ciúmes eternos de quem vai ver a primeira apresentação dessa no Hollywood Bowl em outubro.


Different Religion - A minha segunda faixa favorita do álbum BP. Incrivelmente sexy (até mais do que a Neon Signs). Lembrou muito a vibe de Erotica da Madonna aos meus ouvidos e memória. A letra casa muito com o ritmo, e o Model/Actriz também adiciona um tempero extra cool. Outra faixa que terei muito ciúmes de quem verá ao vivo.


Let’s Get Married - Junto com BP, sendo as faixas mais comerciais do álbum. Também compreendo bem a escolha para segundo single. Remeteu ao ritmo de “Rose Colered Lenses” do álbum “Endless Summer Vacation”, e o fato de estar logo em seguida a faixa “Different Religion” foi uma jogada de mestre por a letra ser o segmento natural de alguém apaixonada que depois de cultuar o par com devoção, está pedindo para casar.


Orbit - A maior do álbum. Me arrebatou de primeira! Fiquei emocionada com essa, faixa impecável tanto em composição quanto em ritmo e produção. Top tier da carreira de Miley e já uma das minhas músicas favoritas dela, sem dúvidas. Só consigo imaginar visuais do universo ao fundo enquanto ela performa essa. Definitivamente, essa aqui é a música nova que eu mais gostaria de ouvir/ver ao vivo, se eu tivesse a oportunidade de ir ao Hollywood Bowl. Simplesmente linda e completa, minha primeira reação foi muito parecida com a da primeira vez que ouvi “Flowers”, por algum motivo. Totalmente inesperada e a melhor surpresa do “Bass Persuades”, estando equivalente a surpresa que tive quando ouvi também a “Pretend you’re God” do SB.


Aftermath - Eu gostei e também gostaria de ouvir a versão com menos batidas como a Miley disse que era inicialmente, na entrevista do Zane Lowe (foi essa, né? quero nem lembrar dessa entrevista mds, ainda sem reação com o jeito que ela respondeu aqui). Potencialmente interessante ao vivo, mas acredito que se o ritmo fosse sem o bate-estaca seria muito legal também. Seu amigo de longa data, o Wayne Coyne, está creditado nessa. Viva as memórias do Dead Petz!


Redlights - Miley Ciccone! Miley Turner! Letra e melodias mega interessantes, a minha favorita do BP junto a “Orbit”. Lembrou também, por algum motivo, “The Sound of Silence”, ou estou sob algum efeito ouvindo? Amei a crescente extensão da música do meio ao final e o violão me remete a “Miles Away” e “La Isla Bonita” da Madonna. Outra top tier do álbum.


Neon Signs - Bem fina, tive alguma lembrança da Brigitte Bardot, mais de vanguarda mesmo. Sabe aquelas músicas da Jovem Guarda, ou algo que tocaria no fundo do programa do Amaury Jr? Não? Então lembre de “Manchild”, só que mais charmosa. Taí uma música que não poderei ouvir no volume máximo por morar em apartamento e a Miley geme tipo muito, né? Não posso ser expulsa, vou ficar só com o fone nessa faixa mesmo. E imaginando que, ao vivo, seria uma graça ver Miley pegando um telefone e simulando AQUELA ligação.


Innocent Ways - Gostei da batida e do início, teve um gostinho de “Walk of Fame” ou sua irmã caçula. Letra muito interessante e reflexiva. Não sei como funcionaria ao vivo, honestamente, por causa do ritmo. Amei o “work” ao fundo, dá para abrir um espacate (quem sabe, né?)


Snow - Consigo imaginar perfeitamente essa ao vivo. Letra linda, ponte e refrão também. Uma das melhores do álbum, não consigo não gostar de nenhuma balada ou qualquer música lenta da Miley. Aliás, nem das agitadas. Reformulando, então: não consigo NÃO gostar de nada que ela lança, né…


Bass Persuades Remixx - Não preciso escrever resenha pois estou batendo cabelo no momento.


Smile - Talvez o maior erro desse álbum seja essa faixa não estar na tracklist regular e ser apenas uma bonus track. Refrão excelente, eu trocaria essa pelo remix de BP facilmente para ele ser o bônus e essa aqui ser mais apreciada pelo público geral na tracklist oficial. Também lembrou algo dos anos 90, e seria ótima ao vivo com um arranjo diferente.


Em resumo: eu gostaria muito de ver esse álbum (ou grande parte dele) apresentado ao vivo no Hollywood Bowl. Parece ser desafiador para Miley. Creio que eu não piscaria meus olhos, pois está tudo obscuramente forte (em ótimo sentido da palavra).


Parabéns pelo trabalho, Miley! Sua voz segue extraordinária, e o seu talento também! Que venha mesmo a justiça em resposta ao Something Beautiful (e ao Endless Summer Vacation pós-Flowers) - e que um dia você venha apresentá-lo em algum palco da América Latina. Quem sabe ano que vem você já pense nisso, né?



Nota da admin: 9/10 (só tirei 1.0 pela questão de Smile ser bônus mesmo).

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